
Estudos apontam que o brasileiro passou a ingerir menos arroz e feijão nos últimos anos. O que assusta é que estes deram lugar para lanches rápidos, comidas industrializadas, frituras e muito carboidrato (vindos de pães, macarrão, pizza, tortas, purês, batatas fritas, aipim, polenta e arroz branco). Não podemos dizer que os carboidratos são nocivos à saúde, mas estes precisamos ingerir com cautela, pois em excesso podem levar a obesidade, diabetes e outras doenças crônicas.
Vamos conhecer um pouco da história destes cereais?
Um prato tipicamente brasileiro, o nosso feijão com arroz representa um casamento de sucesso. Esse prato deve sua origem às raças que formam o nosso país. Os negros já apreciavam o feijão indígena e passaram a plantá-lo e a comê-lo com farinha, base da alimentação brasileira até o século XVIII.
Posteriormente foi complementado com arroz branco por influência portuguesa, principalmente com Dom João VI.
Qual o valor biológico dessa mistura tão nacional?
O nosso organismo precisa ingerir aminoácidos que não produz, como a lisina, a metionina e a cistina.
A proteína do feijão é rica em lisina, pouco presente no arroz, por sua vez, o feijão é deficiente em aminoácidos sulfurados, como a metionina e a cistina, os quais têm excelente fonte no arroz. Além disso, a mistura feijão com arroz é rica em carboidratos, o componente energético de nossa alimentação.
Os valores protéicos do arroz com feijão se aproximam muito dos de origem animal, na quantidade em que são fornecidos. A carne e derivados oferecem maior quantidade de aminoácidos e valores protéicos, porém oferecem mais gordura em sua constituição.
O arroz integral possui 8 vezes mais fibras que o arroz branco e por isso traz mais benefícios à nossa saúde. Além disso, contém vários nutrientes que o arroz branco não possui mais por ter sido polido. Vitamina B1 B2, Zinco, Ferro, Magnésio e potássio. Fonte: Maribel G. Melos
Complete ainda sua refeição consumindo uma laranja ou suco de limão, acerola ou kiwi para aumentar as fontes de vitaminaC.